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  • Conheça o trabalho da Dra. Ana Zélia, através deste belíssimo poema de sua autoria!

    Prezada colega: De há muito venho tentando através da poesia alertar os brasileiros. O faço através da Revista Brasília e Revista Acadêmica. Pertenço à Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias, com sede em Brasília-DF, ocupando a cadeira nº 4 do imortal Câmara Cascudo. O último poema publicado em set/out/2002 foi:

    DESPERTA BRASIL! Divulgue se possível.
    Desperta Brasil!
    Ana Zélia.
    Brasil! Levanta-te!
    Acabou-se a malandragem.
    Se continuas deitado em berço esplêndido, não chegarás a ver a última
    árvore tombar, teus rios secarem, teus filhos morrerem de fome,
    vítimas da violência, corrupção, desemprego...
    A troco de nada estás sendo dividido em capitanias hereditárias e
    os donatários, como os de antes, são importados.
    Levanta-te!
    O FMI é quem dá o recado.
    Já nos levou o legado e ainda quer de troco a sobra do patrimônio
    que já foi privatizado, Petrobrás, Banco do Brasil, Nossa Caixa,
    além de “Serra Pelada”...
    Levanta-te!
    As Amazonas já não lutam, feneceram com as lendas.
    O Grande Estado será dividido e a Amazônia, tão cobiçada,
    breve será leiloada para pagar parte da dívida que cresceu tanto
    a ponto de precisarmos de uma nova Amazônia.
    Desperta Brasil!
    A fome virou bandeira rota nos lares.
    A morte ronda os berços, as moscas disputam com os urubus
    teus filhos rejeitados.
    Quem sabe os cientistas possam, na grande virada, clonar o povo
    com Salomão e assim, iluminado, aprenda a escolher seus representantes,
    presidentes, governantes...
    Levanta Brasil!
    Se continuares deitado em berço esplêndido, omisso,
    não verás os enteados que a madrasta enterra vivos.
    Nós, da Amazônia, continuamos sendo a escória,
    nos tratam como enteados, tão pisoteados que nem
    parecemos descendentes do lendário AJURICABA,
    o “Caudilho da Selva”, que mesmo preso e algemado,
    após mil escaramuças,
    preferiu atirar-se às águas do Negro que banha a capital
    do Estado, a ser escravo.
    Levanta Amazonas!
    Somos parte do Brasil e não podemos permanecer calados,
    a Soberania do país corre risco iminente,
    nossas fronteiras estão minadas de perigo...
    Donos do maior legado da natureza, o maior rio do mundo
    em volume d’água, o Pico da Neblina é o mais alto do país,
    belezas naturais que embriagam o mundo, reservas do ouro negro
    jorra em abundância e continuamos
    relegados a pedintes do Deus Pai
    Brasil!...
    Desperta Brasil!
    Já se foram 500 anos de escravidão e continuas deitado,
    como monstro
    tombado,
    gigante caído.
    És o país das promessas não cumpridas _ do futuro
    que não chega _ das riquezas saqueadas e dos
    sonhos amortalhados.
    Desperta Brasil!
    A muitos filhos és odiado por teu presente,
    por teu passado.
    Desperta Brasil!
    Basta de leito.
    O “eternamente” precisa ser riscado do teu hino
    e um novo grito emanado.
    DESPERTA!
    BRASIL!!!
    O poema que declamarei no dia 07 de março é este:
    Ana Zélia da Silva
    Manaus-Amazonas.